Uma coisa confusa é saber que não sabemos nada! Isso incomoda e até mesmo causa espanto nos mais distraídos.Estudos lingüísticos há muito revelou que a fala é, em termo mais simplificado, uma reprodução organizada de pensamentos alheios. Ou seja, tudo o que sabemos hoje, até mesmo o que imaginamos termos concluído milagrosamente, já fora produzido e pensado anteriormente.
/quando fui apresentado a essa linha de pensamento confesso que fiquei decepcionado, achei que era mesmo o dono de minhas descobertas/ :-(
Enfim, o que gostaria de discutir aqui (ou estimular alguma discussão mesmo que introspectiva) é a cilada que nos colocamos muitas vezes por acreditar sermos nós autores de nossas produções mentais. Essa cilada se resume basicamente no aspecto contraditório e efetivamente relevante de nossas vidas.
Dizer o que pensamos é realmente necessário?? Quando afirmamos ou expressamos alguma opinião sobre alguma coisa ou alguém, não estaríamos nos colocando numa "situação de risco"?
Se analisarmos qual o significado da palavra "pensamento" teremos: "Ato de pensar" e "Faculdade de conceber, combinar e comparar idéias". Encontraremos também sinônimos interessantes como "opinião"e "sentença".
A partir desses conceitos, podemos analisar melhor a importância de um pensamento. Ele serve tanto para ajudar quanto para destruir, muitas vezes vem fantasiado de "crítica construtiva", e na grande maioria das vezes, além de afetar uma terceira pessoa, implica e condena muito mais seu próprio emissor.
Através do pensamento expressamos muito do que somos intimamente. Ele projeta, na realidade, no mínimo uma das tantas visões que temos de mundo e indiscutivelmente resume nosso grau de conhecimento.
Por ser tão traiçoeiro, ele demanda certa habilidade na hora de verbalizá-lo. Essa habilidade seria, então, o reflexo do conhecimento e da experiência que estaria acumulada em cada um de nós.
Contudo, não se devem confundir pensamentos e opiniões com sentimentos. Tampouco se tornar um obcecado e não expressar opinião alguma.
O fato é que para não incorrer nessas armadilhas, teríamos que expressar essas opiniões como ato de responsabilidade a qual procedeu de uma visão mais cuidadosa, de uma comparação de idéias.
mas isso pode não ser fácil, embora possível.
